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Review: Tom Clancy’s Ghost Recon Wildlands

Publicado em Games por Bruno Heredia

Tom Clancy's Ghost Recon Wildlands

Tom Clancy’s Ghost Recon Wildlands Fonte: Ubisoft

Tom Clancy foi um escritor de livros com enredos sobre espionagem e ciência militar. Inspirados em seus livros, os jogos da franquia Tom Clancy são conhecidos por serem shooter táticos, que misturam tiroteio com estratégia, onde o jogador controla equipes militares inteiras para completar seus objetivos.

Ghost Recon Wildlands é o décimo terceiro jogo da franquia e traz uma enorme inovação em relação aos jogos anteriores: agora tudo acontece em um mundo aberto e o cenário onde a ação ocorre é a Bolívia. Os jogadores controlam Nomad, líder de um grupo com três membros, e todos fazem parte da divisão Ghost, parte do exército americano que atua em missões secretas e sempre fazendo parecer que não são dos Estados Unidos, para que a participação do país nos conflitos seja omitida sempre. A missão da equipe na Bolívia é acabar com o cartel Santa Blanca, que domina o país com sua produção de cocaína. O enredo é bem simples, onde tudo se resume a guerra entre traficantes e militares, sem inovar ou ousar muito.

Nomad Tom Clancy

Nomad em ação – Fonte: Ubisoft

Os cenários estão muito bem detalhados. Os ambientes que o jogador irá percorrer durante o jogo variam muito, desde cidades, montanhas, desertos e florestas. Todos estão com visual muito bonito. Como o mapa do jogo é enorme, o jogador pode contar com diversos veículos para explorá-lo, e o controle deles é de fácil adaptação. Ao controlar Nomad, no entanto, aparecem alguns problemas.

O sistema de cobertura é automático, sem necessidade de apertar nenhum botão, e nos momentos que você quiser se esconder atrás de qualquer objeto o seu personagem pode não fazer isso, e te deixar totalmente exposto ao fogo inimigo, jogando por água abaixo sua estratégia e fazendo com que os combates sejam frustrantes. Na hora de atirar, o jogo permite que a mira seja em primeira pessoa ou em terceira pessoa, deixando o jogador escolher a melhor forma.

cenários tom clancy's ghost recon wildlands

Cenários bem detalhados – Fonte: Ubisoft

O fato de o jogo ser em mundo aberto permite que o jogador escolha o que fazer, podendo deixar as missões principais de lado para se divertir com as secundárias. O problema é que essas missões paralelas são bem repetitivas e é muito fácil perder o interesse nelas com algumas horas de jogo. Fica por conta do jogador escolher a forma de fazer as missões, seja de forma furtiva ou modo “Rambo”, atirando em tudo e todos de frente. As missões quando realizadas no multiplayer, com outras pessoas controlando seus companheiros de time, se tornam melhores pois a inteligência artificial do jogo peca muito e torna seus companheiros controlados pelo computador, um desastre em alguns momentos.

Veículos Tom Clancy's Ghost Recon Wildlands

Variedade de veículos – Fonte: Ubisoft

Outro ponto baixo do jogo fica na dublagem: as falas parecem muito mecânicas e pouco humanas, deixando os personagens sem carisma e sem personalidade.

Ghost Recon Wildlands possui um sistema de melhoria de habilidades que permite ao jogador personalizar seu soldado, escolhendo o que melhorar de acordo com a forma que joga.

No geral, Tom Clancy’s Ghost Recon Wildlands é um bom jogo, com belos gráficos e jogabilidade razoável. A maior novidade do jogo, que é o mundo aberto, trouxe uma evolução à franquia, mas foi também o que trouxe sua maior falha, que é a repetitividade. Caso você opte por jogar no multiplayer, terá uma melhor experiência do que no single player, por isso, chame os amigos para aproveitar melhor esse game!

 

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